Povo Indígena Paiter Suruí

 “Paiter“, que em nossa língua significa: “O POVO VERDADEIRO, NÓS MESMOS” fomos contactados no ano de 1969 através de expedição da FUNAI, chefiada pelo sertanista Francisco Meirelles. O nome "Suruí"  Ele nos foi dado por antropólogos.

 

Fizemos contato com a Funai pela necessidade de uma trégua nos conflitos, naquele momento estavam sendo muito pressionados pela migração. Segundo alguns mais velhos, estavam cansados de tanta guerra, seja contra outros grupos indígenas, seja na defesa do seu território. Assim também com a necessidade de obter os facões, machados e facas oferecidos pelos sertanistas. Hoje somos aproximadamente 1.900 Paiter Suruí vivem nas 28 aldeias localizadas na Terra Indígena, estas aldeias mantêm estreitas relações entre si, determinadas por laços de parentesco e casamento.  Vivemos em um território de 249.000 hectares (Terra Indígena Sete de Setembro) que dista em torno de 50 a 60 Km da BR 364. A área se situa parte em Rondônia e parte em Mato-Grosso, foi homologado em 17 de outubro de 1983.  Falamos a língua do grupo Tupi e família Mondé e o uso fluente da língua, a manutenção da concepção arquitetônica tradicional e a produção de objetos cultural demonstram a força da cultura Paiter Suruí. No entanto, a proximidade com as áreas de colonização e centros urbanos tem contribuído para a deterioração de importantes aspectos da cultura como a proximidade com os mitos, a manutenção da religiosidade e intimidade com os elementos da natureza. A sociedade Paiter Suruí é composta por grupos patrilineares: Gameb, Gabgir, Makor e Kaban. Cada uma das aldeias Suruí é uma unidade autônoma, na qual o poderio político é exercido por um chefe (labiway).

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"Amamos a floresta e a floresta nos ama"

Paiter Surui

TERRITORIO DO POVO PAITER SURUÍ

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