Sede da associação Metareilá em Cacoal-RO

Sobre nós

A Associação Metareilá do Povo Indígena Suruí, foi fundada em 14/02/1989, atua na
defesa e preservação do patrimônio cultural e territorial, buscando promover a garantia da
biodiversidade e a formação dos povos e lideranças indígenas no intuito de construir e
fortalecer a sua autonomia.
As diversas atividades desenvolvidas pela Metareilá, busca envolver toda a comunidade
indígena assegurando assim o respeito da organização social, seus costumes, línguas,
crenças, tradições e todas as demais formas de manifestações culturais.
Sua atuação na defesa do patrimônio territorial está sendo desenvolvida com o Projeto
PAMINE, projeto este tem como principal objetivo o reflorestamento das áreas degradadas
da Terra Indígena Sete de Setembro.
Atualmente contamos com apoio e parcerias para desenvolver atividades e projetos em prol
da causa indígena, desenvolvimento e produção sustentável, proteção territorial e cultural
do Povo Paiter Surui e também colaborar para o fortalecimento das demandas de outros
Povos. Pois, acreditamos que, somente unindo forças podemos lutar por nossos direitos.
Diante da atual conjuntura governamental brasileira no que diz respeito a contínuas
ameaças de retirada de direitos adquiridos dos povos indígenas, o apoio às lideranças para
defender os direitos e em busca políticas públicas para resguardar seu povo é de suma
importância.
A Associação Metareilá juntamente com as lideranças e comunidade, atua fortemente na
busca de políticas públicas que atendem na área da educação, cultura,

sustentabilidade, produção agrícola sustentável e extrativismo.

Povo Paiter Surui

 

Os“Surui” de Rondônia é o nome mais conhecido do nosso povo. Ele nos foi dado por antropólogos, mas nosso nome real é “Paiter“, que em nossa língua significa: “O POVO VERDADEIRO, NÓS MESMOS” fomos contactados no ano de 1969 através de expedição da FUNAI, chefiada pelo sertanista Francisco Meirelles. Fizemos contato com a Funai pela necessidade de uma trégua nos conflitos, naquele momento estavam sendo muito pressionados pela migração. Segundo alguns mais velhos, estavam cansados de tanta guerra, seja contra outros grupos indígenas, seja na defesa do seu território. Assim também com a necessidade de obter os facões, machados e facas oferecidos pelos sertanistas.

Tudo começou com programa de colonização da década de 70 atraiu milhares de pessoas a Rondônia, em busca do Eldorado. O 2º projeto de colonização denominado Ji-Paraná fazia divisa com o território Suruí. Calcula-se que de 1977 a abril de 1983 o número de imigrantes chegou a 271.000 pessoas vindas de vários estados do sul e sudeste do país.  Após o contato, em 1971, apareceram várias doenças que não conhecíamos, como o sarampo e grande parte da população pereceu vítima desta doença desconhecida.

 Hoje somos aproximadamente 1.800 Suruí vivem nas 27 aldeias localizadas na Terra Indígena, estas aldeias mantêm estreitas relações entre si, determinadas por laços de parentesco e casamento.  Vivemos em um território de 249.000 hectares (Terra Indígena Sete de Setembro) que dista em torno de 50 a 60 Km da BR 364. A área se situa parte em Rondônia e parte em Mato Grosso entre os paralelos 10º 44 39" e 11º 1500“; foi homologado em 17 de outubro de 1983.

  Falamos a língua do grupo Tupi e família Mondé e o uso fluente da língua, a manutenção da concepção arquitetônica tradicional e a produção de objetos cultural demonstram a força da cultura Paiter Suruí. No entanto, a proximidade com as áreas de colonização e centros urbanos tem contribuído para a deterioração de importantes aspectos da cultura como a proximidade com os mitos, a manutenção da religiosidade e intimidade com os elementos da natureza.

A sociedade Paiter Suruí é composta por grupos patrilineares: Gameb, Gabgir, Makor e Kaban. Cada uma das aldeias Suruí é uma unidade autônoma, na qual o poderio político é exercido por um chefe (labiway). Todos trabalham em família, cultivo baseado na agricultura familiar e cada família tem suas roças sendo tradicionais e não tradicionais cultivamos , café, cacau, milho, mandioca, batata doce, banana, amendoim, cará e na floresta obtém castanha, mel, palmito, frutos sazonais e Caça e pesca.

(69) 3443-2714

Rua: Geraldo Cardoso Campos, 4343 - Josino Brito, Cacoal - RO, 76961-496, Brazil

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